O Futuro dos mais jovens

Dezembro 5, 2019
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Dezembro é um mês que me toca especialmente. O mês em que nasce o Deus feito menino. Desde o seu nascimento numa manjedoura, à sua vida de entrega com humildade e com tanto amor. Desde o início da sua vida terrena, Jesus mostrou-nos que devemos ser simples, dando-nos ao próximo com o coração sempre aberto e desperto. 

Quando Se tornou jovem, Jesus tinha uma atenção redobrada pelo próximo. Sinto que, atualmente, precisamos de reaprender a arte desta atenção. Com tanta frequência vivemos no “nosso mundo” e só olhamos para o lado quando nos “sobra” tempo.

Talvez muito pelas circunstâncias do século XXI, muito marcado por rankings, por “corridas” para ver quem fica até mais tarde no trabalho, por falta de tempo para os outros, tempo para estar… 

E que futuro nos reserva a nós, jovens? Que medidas é que os governos de cada país devem tomar para que esta situação se altere? De facto, as circunstâncias estão muito alteradas, estamos a cair num exagero, a tornar-nos “máquinas” de trabalho e a perder a vocação que nos foi aberta à nascença: a de sermos humanos.

Urge, portanto, por parte dos governos de cada país, a adoção de medidas no sentido de rentabilizar o trabalho, mas para gerar horizonte e capacidades, mais do que metas e rankings.

Na verdade, nós, jovens, temos uma função vital nesta sociedade. Saibamos agir, sem nos conformarmos com a situação atual. Saibamos dirigir o nosso olhar mais vezes para o Presépio, de modo a sermos e estarmos presentes no nascimento de uma nova sociedade, onde o pequeno é divino, os sábios ajoelham-se e os pobres pastores saem exultantes e credíveis.

Catarina Leão (Colaboradora da Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal)

Agustina Cardoso PortaO Futuro dos mais jovens

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